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Competência 3: Trabalho em Equipe

Trabalho em Equipe: Uma Abordagem Multidimensional

Introdução

Sempre acreditei que o trabalho em equipe é mais do que apenas unir pessoas para resolver um problema. Ao longo da minha vida, seja na escola, no trabalho ou em projetos pessoais, percebi que trabalhar em grupo pode ser uma experiência tanto desafiadora quanto incrivelmente gratificante. Aprendi que, para que uma equipe funcione de verdade, não basta dividir tarefas; é preciso construir conexões, alinhar objetivos e aprender a lidar com as diferenças.

Lembro-me de um projeto escolar em que a falta de comunicação entre os membros quase comprometeu todo o trabalho. Esse episódio me fez perceber a importância de habilidades interpessoais e de uma liderança eficaz. Anos depois, no ambiente profissional, vi como esses mesmos princípios se aplicam às dinâmicas corporativas: sem clareza, empatia e colaboração, até as melhores ideias podem fracassar.

Trabalhar em equipe vai muito além de compartilhar tarefas ou dividir responsabilidades. É um processo complexo, rico em interações, que envolve dimensões emocionais, sociais, culturais e até mesmo estratégicas. Quando pensamos em equipes de verdade, pensamos em um grupo de pessoas que se conecta não só pelo que precisa ser feito, mas pelo propósito que as une, pelos valores que compartilham e pela confiança que constroem ao longo do caminho.

Em um mundo onde as mudanças são rápidas e os desafios cada vez mais complexos, trabalhar bem em equipe se torna uma habilidade essencial. Não basta ter bons profissionais em uma sala; é preciso que eles se escutem, que sejam capazes de discordar com respeito, que aprendam uns com os outros. Essa troca genuína é o que transforma grupos em times de verdade.

O trabalho em equipe é também um espaço de aprendizado. Cada pessoa carrega suas vivências, seus talentos e suas limitações. Quando essas diferenças são acolhidas e vistas como fortalezas, o time ganha um potencial enorme de criatividade e inovação. É nesse ambiente de colaboração que surgem ideias novas, soluções que talvez ninguém encontraria sozinho, e uma energia que motiva todos a irem além do que imaginavam possível.

Mas o trabalho em equipe também exige coragem. Coragem para dizer o que pensa, para pedir ajuda, para admitir erros. Exige abertura para ouvir críticas e humildade para aprender com elas. Equipes fortes não são aquelas que evitam conflitos, mas as que sabem atravessá-los com diálogo e respeito, transformando dificuldades em oportunidades de crescimento.

Outro ponto fundamental é o papel da liderança. Um líder não está ali apenas para dar ordens ou cobrar resultados. Um bom líder cria um espaço seguro, onde as pessoas se sentem à vontade para contribuir. Ele inspira confiança, orienta quando necessário, mas também dá autonomia para que cada um possa brilhar.

Além disso, é impossível falar de trabalho em equipe sem pensar na diversidade. Quando diferentes culturas, experiências e perspectivas se encontram, o time enriquece. Claro que isso pode gerar desafios, mas é justamente nesse encontro de olhares distintos que surgem as ideias mais criativas. Trabalhar com pessoas diferentes nos ensina sobre empatia, respeito e a importância de enxergar o mundo por outros ângulos.

No fim, o trabalho em equipe é um exercício contínuo de aprendizado coletivo. É sobre fazer junto, crescer junto, celebrar as vitórias e aprender com os erros. É uma construção diária, feita de pequenas atitudes: ouvir com atenção, oferecer ajuda, reconhecer o esforço do outro.

Trabalho em equipe é mais do que uma estratégia de produtividade; é uma maneira de ser e de estar no mundo. Quando nos abrimos para colaborar de forma verdadeira, contribuímos não só para o sucesso do projeto, mas também para o crescimento de cada pessoa envolvida. E é aí que o trabalho em equipe se transforma em algo muito maior: uma oportunidade de evoluir como seres humanos.

Trabalhar em equipe é muito mais do que somar talentos; é sobre criar um ambiente onde as pessoas crescem juntas, aprendem umas com as outras e compartilham seus melhores esforços em direção a um propósito comum. É um processo que exige respeito, comunicação, empatia e a disposição de enfrentar desafios lado a lado. Quando valorizamos a diversidade, construímos confiança e cultivamos um espírito de colaboração, criamos equipes capazes de ir além, inovar e fazer a diferença. O verdadeiro impacto do trabalho em equipe está não apenas nos resultados alcançados, mas na transformação de cada pessoa ao longo dessa jornada.

Documentos das experiências vividas:

Construção Sede AMT
Construção Sede AMT
Construção Sede AMT
Construção Sede AMT
Construção Sede AMT
Construção Sede AMT
Construção Casa Familiar em 1 semana
Projeto Avança AMC
Projeto Avança AMC
Abertura Escola Adventista do Eldorado
Catre ACe
Catre ACe
Catre ACe
Projeto Acelera Ceará
Agenda Grupo Administrativo Distrital
Projeto Acerela Ceará

Avaliação experiências vividas:

Construção Sede AMT

No decorrer de dois anos, a equipe do escritório da Associação Mato-grossense esteve diretamente envolvida na construção da nova sede administrativa para o estado do Mato Grosso. Havia a possibilidade de contratar uma empresa terceirizada para realizar essa construção, mas entendemos que tínhamos condições de avançar com a nossa própria equipe, realizando uma gestão interna. E assim fizemos.

“A construção da sede administrativa AMT em 2012/2013 foi o primeiro grande marco na minha carreira profissional. Recém-formado, assumir uma responsabilidade daquela magnitude, foi um grande desafio. A liderança do Daniel Grubert em cada etapa da obra, foi fundamental para conseguirmos o sucesso na conclusão do objetivo dentro do prazo, orçamento e qualidade necessárias para a edificação. Destaco uma liderança que acompanha, mentora, aconselha, incentiva e isso deu confiança a toda equipe para seguir a passos firmes e assertivos.” (Alexandre Sobrinho, Arquiteto Chefe USEB, declaração pessoal, 2025).

Foi um grande desafio, pois, diante de tantas responsabilidades em um estado tão extenso como o Mato Grosso, assumir uma obra dessa magnitude era algo desafiador. No entanto, a verdade é que Deus esteve à frente em todos os momentos. Uma equipe que trabalha unida possui um grande poder de reação, de direcionamento e de avanço.

No espaço de 24 meses, inauguramos a nova sede da Associação Mato-grossense, no mês de junho de 2013. Foi uma grande celebração: um lindo prédio, localizado em uma bela área de Cuiabá, construído para a honra e glória de Deus. Essa realização foi fruto de um trabalho em equipe. Nos últimos seis meses da obra, mudamo-nos do antigo escritório para o novo, e a equipe esteve presente, participando ativamente de cada detalhe da construção.

Em tempos como os que vivemos, não desenvolver e não se preocupar com o trabalho em equipe é um erro estratégico. É responsabilidade do líder envolver todos os membros da equipe no mesmo propósito, com o mesmo foco, visando alcançar os objetivos da organização. Uma equipe engajada e envolvida trará sempre os maiores e melhores resultados para a igreja.

Projeto Acelera Ceará

Com a intenção de ver a igreja acelerar aqui no estado do Ceará, criamos o projeto Acelera Ceará, que tem como prerrogativa investir recursos na aceleração do crescimento das igrejas. No entanto, o foco do projeto não está apenas em nossos templos; também temos o propósito de investir nas novas gerações.

“O acelera Ceará trata-se de um modelo inteligente de gestão, adotado pelos administradores da Associação Cearense, voltado para turbinar as áreas de missão, expansão, fidelidade e formação.” (Pr. Marcos Militão, Presidente ACe, declaração pessoal, 2025).

O projeto contempla o investimento em salas de departamentos, visando fortalecer as atividades ministeriais e oferecer melhores condições de ensino e aprendizado. Além disso, há um investimento em uma igreja mais sustentável, por meio da aplicação de recursos na instalação de energia fotovoltaica, promovendo economia e cuidado com o meio ambiente. Outro eixo importante do projeto é o avanço na área educacional: temos o desejo de ampliar a quantidade de alunos atendidos no estado, para que, assim, tenhamos mais oportunidades de salvação e, se Deus permitir, possamos fundar novas escolas.

O Acelera Ceará é um projeto que tem sido desenvolvido por muitas mãos. São diversas equipes envolvidas, com a administração trabalhando de forma integrada, de mãos dadas, avançando juntas e realizando um trabalho coletivo de grande impacto. Essa tem sido a tônica das nossas abordagens: avançar como uma equipe unida, colaborando uns com os outros e, com a graça de Deus, alcançando os objetivos propostos no que diz respeito ao projeto de expansão patrimonial da organização adventista no Ceará.

Liderar no trabalho em equipe é mais do que delegar funções — é inspirar pessoas a sonhar juntas, unir forças e transformar desafios em oportunidades de crescimento coletivo e propósito compartilhado. Liderar com propósito é fortalecer o senso de pertencimento, promover o crescimento coletivo e transformar desafios em conquistas por meio da colaboração e do trabalho em equipe.

Base de conhecimento e reflexão:

Trabalho em equipe é muito mais do que reunir indivíduos em torno de um objetivo comum. É um processo dinâmico que envolve construir conexões significativas, alinhar expectativas e enfrentar desafios de maneira colaborativa. Seja em um projeto escolar, no ambiente corporativo ou em iniciativas pessoais, cada experiência em grupo oferece oportunidades únicas para crescimento pessoal e coletivo.

Em sua obra, Lencioni (2002, p. 172) apresenta as cinco disfunções que comprometem a gestão eficaz de uma equipe, destacando o impacto negativo dessas falhas na saúde organizacional. O modelo propõe que essas disfunções são: falta de confiança, medo de conflitos, falta de comprometimento, evitar a responsabilização e falta de foco nos resultados. Após identificar esses desafios, Lencioni descreve a jornada da equipe liderada por Kathryn, que, por meio de trabalho árduo, diálogo aberto e disciplina, conseguiu superar seus conflitos e fragilidades. O autor enfatiza que, ao estabelecer uma rotina estruturada de acompanhamento e gestão, a equipe alcançou o sucesso em suas tarefas.

Ainda segundo Lencioni (2002, p. 212), “a maior vantagem que qualquer empresa pode alcançar é sua saúde organizacional. No entanto, embora seja algo simples, gratuito e acessível, é ignorado pela maioria dos líderes”. Esta reflexão reforça a importância de priorizar o desenvolvimento saudável de equipes, promovendo um ambiente onde a confiança, a comunicação aberta e a responsabilidade compartilhada sejam princípios centrais.

Por outro lado, embora o trabalho em equipe traga diversos benefícios, é fundamental reconhecer também as desvantagens que podem surgir nesse contexto. Marinho (2006, p. 61) destaca que, entre as desvantagens, estão: a pressão para se adequar ao padrão do grupo, a passividade de alguns membros, a exclusão de pessoas que se diferenciam (seja de forma positiva ou negativa), a xenofobia (entendida como o medo ou rejeição de outros grupos por vê-los como adversários), o aumento de conflitos interpessoais, o excesso de consenso que inibe pensamentos individuais e a autopromoção de interesses próprios, como, por exemplo, políticos que votam o próprio salário.

Por outro lado, Marinho (2006, p. 61) também elenca as vantagens do trabalho em equipe, incluindo: contribuições múltiplas que ampliam os resultados (afinal, uma pessoa sozinha não construiria um automóvel), maior diversidade de ideias e estratégias, redução de erros, atendimento das necessidades sociais e emocionais, fortalecimento do senso de segurança e autoestima, satisfação profissional advinda da realização pessoal, responsabilidade compartilhada nas decisões tanto as fáceis quanto as difíceis e recompensas igualmente divididas entre os membros.

Apesar de algumas críticas à formação de equipes nas organizações, é notório que o clima de colaboração e a sinergia gerados pelo verdadeiro trabalho em equipe são altamente valorizados. Os resultados alcançados por equipes bem estruturadas são expressivos e contribuem significativamente para o sucesso organizacional.

No centro do trabalho em equipe está a habilidade de equilibrar a diversidade de ideias, estilos de comunicação e valores. Como Elton Mayo (1933) demonstrou em seus estudos sobre a interação social no local de trabalho, o bem-estar emocional dos membros de uma equipe tem impacto direto na produtividade. Esse princípio ressoou profundamente comigo em situações nas quais o equilíbrio emocional e o suporte mútuo fizeram toda a diferença para alcançar o sucesso.

Sempre me impressionei com a ideia de John Maxwell (2001) de que “a liderança eficaz é a cola que une as equipes”. Em experiências pessoais, vi como um líder que inspira e direciona pode transformar completamente a dinâmica de um grupo. Ao mesmo tempo, Margaret Heffernan (2014) me fez pensar sobre como a colaboração é mais poderosa do que a competição interna.

Simon Sinek (2014) também reforçou algo que tento levar para todas as minhas interações: a confiança e a cooperação surgem quando os líderes priorizam o bem-estar do grupo. Acredito que essa abordagem humana e empática seja essencial para construir equipes verdadeiramente eficazes.

Kurt Lewin (1947) acrescenta que o comportamento dos indivíduos é moldado pelas interações no grupo. Essa ideia reforça a importância de criar ambientes que promovam inclusão, respeito e alinhamento de objetivos. Sem essa base, as diferenças podem se transformar em barreiras ao invés de oportunidades de aprendizado.

As tecnologias colaborativas mudaram completamente a maneira como trabalho em equipe. Ferramentas como plataformas digitais permitiram que eu colaborasse em tempo real com pessoas localizadas em diferentes partes do mundo. No entanto, como Clay Shirky (2008) destacou, essas mesmas tecnologias também trazem desafios, como a falta de comunicação presencial e os mal-entendidos culturais.

O conceito de inteligência emocional, popularizado por Daniel Goleman (1995), é algo que tento aplicar em todas as minhas interações. Aprendi que a empatia e a capacidade de lidar com conflitos de maneira construtiva fazem toda a diferença, especialmente em situações de alta pressão.

Steven Katzenbach e Douglas Smith (1993) também contribuíram para minha compreensão ao enfatizar que o comprometimento com um objetivo comum é o que une uma equipe de verdade. Essa ideia ressoou comigo em vários projetos, onde vi como a falta de alinhamento pode levar ao fracasso, mesmo com talentos individuais brilhantes.

Lynda Gratton (2011) me ajudou a refletir sobre como a interconectividade exige novas formas de colaboração, baseadas em transparência e confiança. Tento aplicar isso no meu dia a dia, buscando sempre criar ambientes colaborativos, mesmo em espaços virtuais.

Conclusão

Trabalho em equipe é, sem dúvida, uma jornada de aprendizado contínuo. Cada experiência oferece lições valiosas sobre como colaborar, liderar e crescer em conjunto. Em última análise, acredito que empatia, comunicação clara e respeito mútuo são os elementos que transformam um grupo em uma equipe verdadeiramente eficaz.

Referências:

Goleman, D. (1995). Emotional intelligence: Why it can matter more than IQ. Bantam Books.

Gratton, L. (2011). The shift: The future of work is already here. Harper Business.

Heffernan, M. (2014). A bigger prize: How we can do better than the competition. PublicAffairs.

Katzenbach, J. R., & Smith, D. K. (1993). The wisdom of teams: Creating the high-performance organization. Harvard Business Review Press.

Lencioni, P. (2012). Os 5 desafios das equipes. Uma história sobre liderança. Rio de Janeiro:1    Editora Sextante.

Lewin, K. (1947). Field theory in social science. Harper.

Maxwell, J. C. (2001). The 17 indisputable laws of teamwork: Embrace them and empower your team. Thomas Nelson.

Marinho, R. M., & Oliveira, J. F. de. (Orgs.). (2006). Liderança: Uma questão de competência. São Paulo: Saraiva.

Mayo, E. (1933). The human problems of an industrial civilization. Macmillan.

Shirky, C. (2008). Here comes everybody: The power of organizing without organizations. Penguin.

Sinek, S. (2014). Leaders eat last: Why some teams pull together and others don’t. Penguin.